Em 1951, chegou à Congregação das Irmãs Carmelitas da Caridade de Vedruna a primeira solicitação para que se incumbissem de fundar uma instituição educacional, na cidade de Maringá, apelo este feito pelo então bispo diocesano da cidade de Jacarezinho, Dom Geraldo de Proença Sigaud.
Neste mesmo ano, Maringá foi elevada à categoria de Município, mas sofria com a ausência de infra-estrutura em diversos setores, dentre elas o educacional. Com uma estrutura educacional mínima, sem uma rede de escolas organizadas, até certo ponto aceitável em função de sua recente urbanização, o que ocorria, na maioria das vezes, eram aulas ministradas nas próprias casas, organizadas por aqueles que possuíam algum conhecimento. Foi quando, mediante apoio do povo maringaense da época, do Sr. Ângelo Planas, Interventor da Companhia Melhoramentos Norte de Paraná e do bispo diocesano, Dom Geraldo, juntamente com algumas Irmãs da Caridade de Vedruna deu-se início ao estudo de viabilidade de criação e implantação de escolaridade formal para a cidade, pois nesta época só havia uma escola isolada em funcionamento.
A criação do Colégio Santa Cruz faz parte do contexto de colonização do Norte e Noroeste do Paraná, do desenvolvimento urbano e econômico da cidade e como as autoridades de ensino clamavam pela ampliação de escolas, a Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, fez a doação de um terreno para tal finalidade.
Em 1951 foi dado início ao processo de doação do terreno, tendo como donatária a Sociedade Carmelita da Caridade, representada como pessoa jurídica pela Irmã Dolores Dias Alverdi, cuja documentação oficial se deu em 1955, através da Escritura Pública de Registro de Imóveis Waldomiro Planas, lavrada na nota do tabelião Esmeraldo Leandro, sob livro n°63, folhas 123, que declara a doação gratuita de um lote de terreno, Quadra 7, Zona 5, com uma área de 13.709 m² com a condição de “ construir a Igreja e Colégio “Santa Cruz”. Pela presente escritura e na melhor forma de direito fica expressamente ajustado e estipulado que a presente doação tornar-se-á sem efeito, com reversão ao domínio da outorgante doadora se o imóvel for utilizado para fins diversos ao já enumerado”.
Em 1952, foram construídas sobre o terreno doado, seis salas de aula, sala da diretoria, sala de secretaria, banheiros e um galpão para recreio e lazer dos alunos. Toda construção, em madeira, contou com a ajuda do padre, das Irmãs Carmelitas e alguns senhores que buscaram doação de materiais de construção, junto às serrarias e olarias da região.
Depois de pronta a construção a escola foi autorizada a funcionar pela Secretaria de Educação e Cultura com a denominação de ESCOLA SANTA CRUZ, registrada sob n° 299/52, em 17/12/1952, com a oferta do Curso Primário.
Neste momento tem-se como fundadoras da primeira escola de ensino particular, confessional da cidade, as Irmãs: Maria Dolores A. Diaz, Maria Elena Calicó Vilaseca, Guadalupe Dorronzoro, Rosina Iglesia e Pilar Sanchez Fernandéz.
No dia 20 de março de 1953, iniciaram-se as aulas na Escola Santa Cruz, com 97 alunos, sendo 30 da pré-escola e 67 do primário do 1° ao 4°ano. Desde então, o colégio tem como proposta, oferecer ao aluno uma educação integral, geradora de vida e esperança, favorecendo a promoção humana.
A procura de vagas começou a aumentar e como a demanda de alunos também vinha de sítios e fazendas fez-se necessário mobilizar a comunidade, com campanhas e rifas, para ser comprado um transporte escolar. Em 1956, depois de muita luta conseguiu-se comprar a jardineira, apelidada pelos alunos de “generosa”, pois nela sempre cabia mais um.
Com o aumento na procura de vagas, o espaço de madeira tornava-se pequeno. Além disso, a proposta pedagógica, com base na aprendizagem segundo o ritmo da criança, também demandava um espaço físico mais amplo e adequado. Foi então, que em 22 de maio de 1958, dia da festa de Santa Joaquina de Vedruna, foi lançada a pedra fundamental do atual prédio de alvenaria.
A Associação Civil Carmelitas da Caridade, mantenedora do Colégio, é uma Entidade de Utilidade Pública, contemplada com Certificado de Fins Filantrópicos.
Hoje, completando 59 anos, aliando tradição e modernidade, temos garantida a qualidade e a credibilidade da instituição. Com a maturidade destes anos todos dedicados a um trabalho sério e competente, já podemos olhar para traz e descrever de maneira objetiva o ponto a que toda luta nos conduziu. Milhares de cidadãos já passaram pela instituição e mais do que nunca acreditamos que é preciso criar espaço, na educação, para que os alunos saibam entender a realidade, participem de relações sociais, ético-religiosas, enfim que se desenvolvam como seres humanos críticos, reflexivos, criativos, cooperativos, solidários, elementos fundamentais para o exercício da cidadania. "Acima de tudo, a pessoa humana" resume a proposta educativa do Colégio Santa Cruz”.
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